Fogos e artifício

Mil e várias coisas pra fazer nos últimos dias e, em decorrência, essa ausência em meu blog, ainda nem inaugurado neste ano que já vai indo e… sangrando…

Queria que meu primeiro post de 2010 tratasse sobre meus anseios para este ano que já começa com tantas inundações – todas elas -, falasse sobre querer ver menos gente perdida do que tenho visto. Sobre estarmos menos perdidos do que temos estado. Tudo é tão dúbio que desejaria um ano mais claro, com gente mais destemida de tirar as vestes, as cascas, as castas, a pele e se mostrar tão dúbia quanto é, entregando um pouco de luz aos outros e a si. Todavia ando desconfiada… O pós-modernismo plantou mesmo fantasmas por toda parte…

Sendo assim, desejo-nos um ano menos fotográfico, menos midiático, menos virtual. Mas fogo, artifício. Mais tristeza, daquela que configura.

Um ano sem pessimismo, sem otimismo. Esperançosamente – tão e somente- sentido, compartilhado, apreciado.

Ao Haiti, ao Jd. Pantanal, ao Jd. Romano, desejos.

Aos 30 de janeiro de 2010, Feliz Ano Novo!, DES-E-S-P-E-R-A-D-A-M-E-N-T-E.

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