Eleição Altruísta

(…) A heresia mais obstinada na história do monoteísmo é a crença de que Deus escolhe pessoas para privilégios exclusivos e não para a responsabilidade missional. Uma tradição reformada em constante reforma compreenderia essa concepção poderosa e preservaria a ênfase reformada sobre a eleição – mas não a eleição que, como um cartão de crédito popular, oferece privilégios de elite a seus portadores. Uma fé reformada em constante reforma veria a eleição como um dom que é dado a alguns para o benefício de todos. Ser escolhido significa “ser abençoado para ser uma bênção”, ser curado para curar, ser escolhido para servir, ser enriquecido para enriquecer, ser ensinado para ensinar. Essa reforma na compreensão reformada seria verdadeiramente revolucionária e, penso eu, libertadora.

Por Brian McLaren, em Uma Ortodoxia Generosa, no capítulo em que trata sobre o calvinismo.

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