Sobre como aliciar um exército

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 Marcos Polo disseminou a história de um muçulmano fanático que, em meados do século XII, mantinha sob seu domínio um terrível exército. Para incentivar esse exército a ir com mais ímpeto às batalhas, o tal muçulmano viciava seus soldados numa droga, o haxixe. Em troca da droga, o rebanho de viciados cometia grandes massacres e atrocidades durante suas empreitadas. Tanto que tais soldados com suas práticas teriam dado origem à palavra “assassino”, que viria de haschichiyun” (usuário de haxixe).

O que mais chama a atenção em todo esse relato, contudo, não são as nuances da racionalidade humana explicitadas ou a curiosidade etimológica à qual somos submetidos, mas a percepção do quanto a passagem do tempo é capaz de modificar apenas superficialmente as culturas.

Guardadas as devidas proporções, o que percebemos é que as drogas mudaram, mas a maneira de aliciar e subjugar exércitos não.

 P.S.: Pensei em dedicar este texto à paralisação dos funcionários da Usp que acontece hoje. Percebi, entretanto, que seria injusta, já que paralisação, inércia e ação têm andado sob as mesmas égides. Não o faço, portanto.

 

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